domingo, 16 de dezembro de 2012

Mais um gole.


Nosotros. Uma casa. Adriana Calcanhoto de trilha sonora. Cigarrettes. Um energético, uma vodka barata, porém saborosa. Nem sempre as coisas boas estão nas coisas mais caras. O caviar está aí pra provar isso.
Olhares que se perdem, se encontram e voltam a se perder no teto, habitat de alguns insetos estranhos noturnos. 
Se inundar em pensamentos. Pensamentos de não exclusividade que deveria ser exclusividade, é pra isso que existem os compromissos, concordam? Mas quando o outro não é suficiente, busca-se em outros seres essa completude. Nem sei se existe essa palavra... Deve existir... Será justo? Justo com quem dedica horas, e sentimentos e vida à ti? O que julgar? A imaturidade, a mentira, a verdade encontrada nos sentimentos? A dor existe, e ela te mostra que você ainda está viva. Mais um gole, por favor. Malditas redes sociais, mal sabem o quanto machucam...
O pior ainda está por vir: Qual atitude tomar? Nem sei se estou por toda correta. A invasão também é pecado. Melhor deixar tudo pra lá, mas e se deixar? Seria atestar uma consciência de que ¿lo sabes?
Pessoas machucam as outras, é tão certo como a certeza de que um dia não habitaremos mais este mundo. A escolha de palavras mostram nossa fraqueza em querer esconder. Mas como esconder o que é dito pelo olhar? Porra, você deveria me amar e me cuidar... e me querer. E eu sei que o faz. Mas por que então buscar em um ser vazio - devo subjulgar?, coisas que eu te daria com todo o prazer. Enfim, estratégias são necessárias. Métodos, é isso! Métodos para chegar onde queremos, é disso que estamos falando. É isso que eu farei: estratégias para vencer. Sempre fui assim, pode chamar de manipulação, chame como quiser... nunca quis ser a mocinha da história, as evil bitchs sempre me seduziram mais. Cada um luta como pode!

sábado, 10 de novembro de 2012

dor de saudade.

"— Preciso escrever para transpor para o papel este sentimento que insiste em gritar dentro de mim.", eu pensei.
Tantas coisas no momento, essa vida adulta é mesmo bem difícil, eu deveria ter acreditado nos meus pais e aproveitado muito mais a infância. 
É desesperador essa espera de um futuro, por mim eu saltava logo pro dia 10 de janeiro, preciso saber se volto ou não! Quero estar com ele, mais perto, mais junto. Ah, a saudade dele... me dói. Dói tanto, dói mesmo! Mas é uma dor que me deixa feliz, pra ser sincera. Isso mesmo. Eu explico: depois de um tempo convivendo com pessoas infelizes, que se relacionam por interesse e passam o tempo se preocupando com coisas tão fúteis, vazias, banais ... Que não olham pra dentro de si, não olham nem pra pessoa que está ao lado dela, que deixam os valores de lado, os reais motivos que te fazem querer estar com alguém, simplesmente por conveniência. Então, depois de ver tanto isso, tanta coisa ruim, eu me orgulho muito de ter um amor verdadeiro pra sentir dor de saudade. De saber que eu não preciso me transformar em outra pessoa - muito menos ele - para que possamos nos amar da forma mais linda, sincera e grandiosa. Que não importa se só temos uns trocados, os dias do fim do mês serão apreciados da mesma maneira que os dias gordos do início. É uma segurança de se quiser ligar, liga! Sem pressão, sem dúvidas de estar incomodando ou não. De morrer de saudade, de pensar em felicidade e automaticamente a imagem da pessoa gritar em sua mente!  Essa liberdade de entender o outro, de confiar, isso é o que realmente me faz feliz. Eu mudo meus planos, não me importo. Adapto, corto aqui, arrumo ali. Tudo pra gente se encaixar. Se amanhã ou depois tudo desandar, é essa base construída agora que fará com que tudo se ajeite novamente. E isso é de se comemorar! Não me entrego pela metade, não o tenho pela metade. Nos temos por inteiro, com começo meio e fim. Fim juntos, coladinhos até os cabelos ficarem brancos, até termos domingos de almoço em família com filhos ao redor da mesa e netos correndo no quintal de casa num dia de sol. Utopia? Talvez. Mas é tão delicioso pensar nisso e justamente essa mania de não pensar num futuro bom é que faz as pessoas de hoje perderem esses valores que eu falei. Eu tô feliz demais, tô ansiosa também. Sei que isso causa inveja em muita gente, e não falo isso pra me achar. Sei porque eu sinto as energias negativas emitidas pelos olhares alheios quando eu dou um sorriso e meus olhos brilham. Mas minha alegria é tão intensa e verdadeira que eu essa inveja bate e volta, em forma de gentileza e amor. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mulher com m, apenas.

Sou mulher sim, nem sempre com M maiúsculo.
Às vezes só quero ser uma mulherzinha, que chora por um grito, uma unha quebrada, um corte que não favoreceu. Por uns quilos a mais, um amor não correspondido que vai ser esquecido na próxima semana. Outras vezes, me sinto mulherão, com direito à batom vermelho, salto alto, e toda força que isso representa além da futilidade que tantos falam, só quem é mulher sabe do que eu estou falando.
Tem dias que eu quero acordar, tomar um bom banho demorado, fazer uma boa maquiagem, colocar uma roupa linda - e nova, de preferência, sair dando bom dia ao mundo e à vida. Mas tem dias que eu nem quero sair do pijama, faço um rabo de cavalo, nem sempre o humor está dos melhores, mas mesmo assim me esforço para terminar o dia com todas as missões cumpridas e pronta para o outro.
Nem sempre eu vou estar com o cabelo impecável, com vontade de viver... E é isso justamente que me faz sentir realmente bonita: entender que também sou ser humano, tenho direito de ficar triste e de me olhar no espelho e não me sentir 100%, e mesmo assim sair de casa para enfrentar tudo o que vier, chorar quando for preciso, dizer alguns "nãos" quando eu realmente não quero alguma coisa, bater o pé, fazer pirraça. E que, mesmo assim, tem um montão de gente que me ama bem do jeito que eu sou - e eu não me importo se esses só couberem nos dedos da palma de uma mão. Ser mulher é ter o dom de carregar um filho - mas só quando e se quiser.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Humanamente exato











Como o Hendrix, ele era Jimmi. Como Lispector, ela era Clarice. Exatamente assim, ao mesmo tempo história, com passado e presente, quiçá futuro, ao mesmo tempo gramatical e literata, como se houvesse alguma pretensão das palavras serem capazes de traduzir, em qualquer língua que fosse, o que nem os tropeços no caminho foram capazes de impedir.
É como se a intertextualidade entre essa tal História de mundo e os contos mais expressivos das Letras saísse de leituras realizadas no pretérito e tomasse forma humana, com dores, lágrimas, decepções, atitudes incógnitas até para si, alegrias, sorrisos, abraços apertados. Tudo sentido na pele, na alma, capaz de fazer o cérebro doer de tanto buscar respostas.
É inevitável pensar na História que relata traços históricos, grandes nomes que influenciaram vidas até os dias atuais, mudanças, sem que o pensamento se remeta como que automaticamente à ti. Por escolha de seus pais, carregas em sua certidão um traço que reflete em todo o mundo: seu nome. Nome que tantas vezes esta que não é a Lispector tentou apagar da memória e arrancar as lembranças, pois estas vinham carregadas de dor e sofrimento, e o simples fato de lembrar feria muito mais. 
O fato é que, por algum motivo desconhecido, a desistência nunca teve espaço. Ela sabia que a alegria exacerbada podia durar um dia mais uma vez, seguido de meses de dor e tristeza, mas era como uma maldição, como se fosse necessário passar todos os meses de vazio para que aquele um valesse a pena. Claro que expectativas sempre palpitavam em sua mente com a mesma delicadeza de um trem passando. Esta incerteza do amanhã parecia uma droga, algo viciante, que a fazia ir atrás de novo, mudar estratégias, dizer verdades ou simplesmente calar.
E, desta vez, os anjos mostraram que sempre ouviram as preces. Tudo estava tão diferente. O um dia foi duplicado, triplicado, e agora já se passam semanas. Pode-se ver no seu olhar e nos seus abraços, que algo diferente está acontecendo.
Será cedo para especulações? Será a tal expectativa atropelando e atrapalhando tudo mais uma vez?
Mas não, desta vez é diferente. Estar com ele, por mais que esteja cada vez mais difícil devido às responsabilidades que agora existem na vida de ambos, era sublime, intenso, calmante. Sim, todo este paradoxo misturado deliciosamente. E se acabar de uma hora pra outra mais uma vez, ela não sabe se terá mais forças para lutar, pois desta vez está apostando todas as fichas para fazer ele feliz. E ela sabe que está conseguindo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Seu doce e doentio subconsciente.



Você parecia iluminado, feliz e inabalável
O sorriso ímpar parecia tatuado, incapaz de ser desfeito
A vida parecia mais intensa e simples pra você
Enquanto a dos outros era só mais uma desperdiçada entre depressões e nostalgia
A sua presença ofuscava a dos outros
Todo esse não se importar com nada e apenas dizer sim à tudo que aparecesse
Todo essa vontade inesgotável de viver, experimentar, sem maiores pretensões
Toda essa imagem era como um cristal sensível
Pois no momento em que se pode enxergar através dele e ter acesso à essência natural
Podemos perceber um alguém depressivo e nostálgico como os outros
Porém um depressivo nostálgico com mais experiência, mais histórias pra contar
Alguém que te faz ter vontade de cuidar e de pegar no colo somente pra dizer
'estou aqui, se acalme...'
Seria pretensão acreditar que se chegou ao 'você' real ?
Pois essa imagem surpreendente de quem ainda tem muito o que contar ainda não sai da cabeça
Talvez esse cristal seja apenas o primeiro, talvez o natural ainda esteja muito longe, inabitado
Talvez já nem exista mais.
Não sei qual é o mais belo de se admirar
O que é mostrado aos outros,
O que é revelado aos poucos e falho, humano.
O que ainda está por vir?
Seria essa vontade de te descobrir, algo viciante?
Ou algo imprudente?
A mente alheia pode te abrir caminhos sem volta, pode te mostrar também o pior,
Algo que você não imaginaria na última das hipóteses.
Apenas durma meu querido, amanhã tudo melhora ...