segunda-feira, 18 de abril de 2011

Reflexões

Sabe, durante muito tempo eu procurei uma pessoa que pudesse me fazer feliz e me realizar. Alguém que me amasse na mesma intensidade que eu costumo amar, alguém que me entendesse, quisesse me ver feliz e bem. Durante grande parte da minha vida eu selecionei pessoas em dois tipos: confiáveis e medíocres.

No começo, a lista dos "confiáveis'' era enorme , com pessoas que largavam seus '' eu te amo '' aos montes e todos os dias.

Com o tempo, essa lista foi diminuindo e, consequentemente, a outra de "medíocres'' aumentando. E hoje eu reconheço alguns motivos para que isso tenha acontecido:

1} Pessoas NÃO AMAM NO DIA QUE CONHECEM. Sim, é preciso tempo, conhecer os defeitos alheios, considerar as qualidades e perceber que estas são mais importantes;

2} CONFIAR é uma coisa muito complexa, hoje a pessoa pode estar ao seu lado desde criancinha e amanhã estar te chamando de vagabundo, filho da puta e espalhando tudo por aê. Sim, isso acontece mais frequentemente do que você imagina.

3} DEFINITIVAMENTE, quem você pensava, NÃO É o amor da sua vida! E sim, ela é uma desgraçada que não merece nem seu pior sentimento. E pra completar, todo mundo tinha te avisado, e como tudo sempre pode piorar, você ainda vai quebrar a cara com isso muitas vezes, por maiis que você jure o contrário.

Hoje minha vida se resume apenas em uma lista: " OS QUE VALEM A PENA ''. Coloco nela pessoas que mostram que eu posso contar sempre, porque arrumar alguém pra rir e encher a cara com você é muito fácil. OS QUE VALEM A PENA são pessoas que eu me surpreendo todo dia, que não são previsíveis como bonecos de plástico, que não tem sentimento de inveja nem de falsidade. Pessoas que eu não olho aparência, nem muito menos o que elas tem. Pessoas que eu amo de todo meu coração, e que me fazem ter vontade de descobrir todo dia uma qualidade nova, e que sabem exatamente quem são sem precisar ficar falando todo dia

Um comentário:

  1. SEXTA-FEIRA, 29 DE ABRIL DE 2011

    DESAMOR ["I can't live with or without you"]










    a única evidência foi a traição
    mas não bastou
    no tempo valeu a mistificação
    de tirar a roupa e deixar-se ficar
    sem mais pensar
    no que parecia fazer o coração pulsar
    mas nunca foi
    senão desejo animal
    obsceno e sensual
    contra o respeito que há em amar


    tudo virou vício
    imundo e repetido
    até tornar-se unilateral
    na contradição de não poder viver
    com ou sem aquela fixação
    suja como a palavra
    de baixeza moral


    desprezo desamor
    nem mais a forma humana
    auto-destruição
    sopro de torpeza
    na tristeza
    desse canto sem razão


    ["I can't live with or without you" - U2]

    ResponderExcluir