Sabe, durante muito tempo eu procurei uma pessoa que pudesse me fazer feliz e me realizar. Alguém que me amasse na mesma intensidade que eu costumo amar, alguém que me entendesse, quisesse me ver feliz e bem. Durante grande parte da minha vida eu selecionei pessoas em dois tipos: confiáveis e medíocres.
No começo, a lista dos "confiáveis'' era enorme , com pessoas que largavam seus '' eu te amo '' aos montes e todos os dias.
Com o tempo, essa lista foi diminuindo e, consequentemente, a outra de "medíocres'' aumentando. E hoje eu reconheço alguns motivos para que isso tenha acontecido:
1} Pessoas NÃO AMAM NO DIA QUE CONHECEM. Sim, é preciso tempo, conhecer os defeitos alheios, considerar as qualidades e perceber que estas são mais importantes;
2} CONFIAR é uma coisa muito complexa, hoje a pessoa pode estar ao seu lado desde criancinha e amanhã estar te chamando de vagabundo, filho da puta e espalhando tudo por aê. Sim, isso acontece mais frequentemente do que você imagina.
3} DEFINITIVAMENTE, quem você pensava, NÃO É o amor da sua vida! E sim, ela é uma desgraçada que não merece nem seu pior sentimento. E pra completar, todo mundo tinha te avisado, e como tudo sempre pode piorar, você ainda vai quebrar a cara com isso muitas vezes, por maiis que você jure o contrário.
Hoje minha vida se resume apenas em uma lista: " OS QUE VALEM A PENA ''. Coloco nela pessoas que mostram que eu posso contar sempre, porque arrumar alguém pra rir e encher a cara com você é muito fácil. OS QUE VALEM A PENA são pessoas que eu me surpreendo todo dia, que não são previsíveis como bonecos de plástico, que não tem sentimento de inveja nem de falsidade. Pessoas que eu não olho aparência, nem muito menos o que elas tem. Pessoas que eu amo de todo meu coração, e que me fazem ter vontade de descobrir todo dia uma qualidade nova, e que sabem exatamente quem são sem precisar ficar falando todo dia
SEXTA-FEIRA, 29 DE ABRIL DE 2011
ResponderExcluirDESAMOR ["I can't live with or without you"]
a única evidência foi a traição
mas não bastou
no tempo valeu a mistificação
de tirar a roupa e deixar-se ficar
sem mais pensar
no que parecia fazer o coração pulsar
mas nunca foi
senão desejo animal
obsceno e sensual
contra o respeito que há em amar
tudo virou vício
imundo e repetido
até tornar-se unilateral
na contradição de não poder viver
com ou sem aquela fixação
suja como a palavra
de baixeza moral
desprezo desamor
nem mais a forma humana
auto-destruição
sopro de torpeza
na tristeza
desse canto sem razão
["I can't live with or without you" - U2]